█ Salve o Dia da Pátria!

Um galante, bravo e decidido príncipe português, que aqui fora deixado como Regente por seu pai, Dom João VI, que fora obrigado a regressar ao país natal para garantir o trono ameaçado pelo irmão, Dom Miguel, tinha o Brasil profundamente arraigado em seu coração.


Sua alma sintonizava com os anseios do povo desta Terra de Santa Cruz, que já não mais admitia o retrocesso ao limitado estado colonial que as Cortes de Lisboa nos queriam impor, depois da experiência vivida como reino unido a Portugal e Algarve, desde 1808. Estimulavam sua libertadora rebeldia os homens da elite brasileira com os quais privava, cuja figura maior era José Bonifácio, e a princesa Leopoldina , sua esposa.


Neste dia memorável, em 1822, estava em visita a São Paulo, quando foi alcançado, junto às margens do riacho Ipiranga, pelo correio que lhe trazia correspondência das Cortes, impondo sua volta à metrópole. Como leão indomável, reagindo à audácia da afronta intentada, Dom Pedro bradou aos integrantes da Escolta de Dragões que o acompanhava: “Laços fora, soldados!” Ordem imediatamente cumprida, com o arremesso dos símbolos com as cores de Portugal ao chão.


Em seguida, num gesto grandioso, de eletrizante simbolismo, que iria repercutir pelos tempos afora e por toda a gigantesca extensão deste país-continente, elevou sua espada aos céus, e proclamou “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!” Estava libertado o Brasil de todos os grilhões que nos sujeitavam à antiga metrópole, sendo efetivada a gesta magnífica com a expulsão das tropas portuguesas do General Madeira pelas brasileiras ao comando do General Labatut, em 2 de julho de 1823, na Bahia, e dominados os focos residuais de resistência no Maranhão e no Pará, pela nascente Esquadra Imperial, sob as ordens do seu primeiro comandante, o Almirante Cochrane. Desde então, conforme os versos do Hino da Independência, cuja música foi composta pelo próprio Dom Pedro, “do universo, entre as nações, resplandece a do Brasil!


Nos cento e noventa e oito anos como país independente, vamos tentando realizar o sonho de construir a Pátria soberana, justa, respeitada, digna, feliz e com abundância para todos os filhos, à altura dos portentosos e inigualáveis recursos com os quais fomos abençoados por Deus e pela garra, pela bravura, pelos trabalhos, pelo sangue, pelo suor, pela determinação, pelo empenho dos patriotas de todas as eras.


Tem havido avanços e retrocessos. Se o período imperial pode ser saudado, em geral, como altamente positivo, a república apresentou épocas muito críticas e criticáveis, principalmente nos anos mais recentes. Tivemos expectativas de grandes progressos em decorrência das eleições de Jânio Quadros e de Fernando Collor, e de mudanças radicais e imediatas para melhor, do panorama nacional, em função do impeachment de Dilma Rousseff e da expulsão do predomínio petista no poder, logo frustradas, e vivemos agora outro momento de esperança decorrente dos resultados das eleições presidenciais de 2018… Os inimigos do Brasil, internos e externos, continuam muito ativos em seus torpes desígnios, e precisam ser enfrentados com energia e vigor e punidos nas formas da Lei por sua atuação nefasta de traidores, vendilhões, corruptos e corruptores. São bem conhecidos e identificados, pois não têm qualquer escrúpulo em esconder sua maligna atuação, agindo às escâncaras e debochando dos esforços, das crenças e até das dores e dos sofrimentos que provocam por suas ações!


Em contrapartida, tivemos a benfazeja vivência propiciada pela Revolução Restauradora de 31 de Março de 1964, que, durante a vigência do regime dela decorrente, implantou o governo honrado, orientado pela realização dos Objetivos Nacionais, na busca da construção do Bem Comum, fortalecendo o Poder Nacional em todas as Expressões, concedendo desenvolvimento a todos os setores de atividades e a todas as regiões do País, o que nos alçou do 40* ao 8* lugar entre as economias do mundo, sem descurar da Segurança Nacional. Gozávamos da admiração e do respeito de todos os países democráticos e de seus cidadãos.


Dentro de dois anos, comemoraremos o ducentésimo aniversário da Independência. Rezemos ao Senhor Deus Uno e Trino, Criador, Redentor e Santificador, e a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, para que abençoem e cumulem de graças os nossos esforços, trabalhos e lutas de patriotas em prol do Brasil. Que convertam os maus, afastem os irrecuperáveis, para que nosso amado torrão, seu povo e suas instituições prossigam em sua firma navegação rumo ao glorioso destino e vencendo todas as procelas, os ventos desfavoráveis e os mares tormentosos! Amém.


VIVA O BRASIL! GLÓRIA ETERNA AOS HERÓIS DA PÁTRIA, MILITARES E CIVIS, DE TODOS OS TEMPOS E DE TODAS AS ÉPOCAS!

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