Mais Valia, como todo esquerdista que jamais leu a obra ‘O Capital’, de Karl Marx, gosta de apregoar, é o famoso termo utilizado por Marx para denominar uma suposta diferença que existiria entre o valor final da produção de qualquer bem econômico e os valores gastos em sua produção, acrescidos do trabalho utilizado para produzi-la. Esta denominada Mais Valia seria, no dizer de Marx, a base imoral do lucro no Sistema Capitalista. Segundo Marx os capitalistas, uma vez pago o salário de mercado pelo uso da força de trabalho, poderiam ampliar o seu lucro ou estendendo a duração da jornada de trabalho, mantendo o mesmo salário – o que Marx chamava de mais-valia absoluta; ou ampliar a produtividade física do trabalho através do uso da mecanização – o que ele chamava de mais-valia relativa. Marx, com certeza de forma intencional, pois era muito inteligente, se esqueceu de dizer em sua obra, que o capitalista necessitava ser, também, remunerado pelos seguintes motivos: era o dono da ideia que permitia aos trabalhadores venderem sua mão de obra; era o dono do capital que possibilitava edificar a empresa onde os trabalhadores venderiam sua mão de obra; era quem assumia todo o risco de o empreendimento dar ou não certo; era o administrador do local onde os trabalhadores vendiam sua mão de obra; era quem pagava os impostos ao Estado e, portanto, quem viabilizava as obras públicas de interesse de toda a comunidade e era quem perdia seus investimentos quando a economia entrava em crise ou em recessão e as vendas cessavam.
Este conceito ‘fake’ sobre a Mais Valia, para usar uma linguagem moderna da era da informática, tem consistido, assim, em um dos mais fortes argumentos utilizados pelos marxistas na crítica que fazem ao Sistema Capitalista, como se o lucro empresarial fosse algo abjeto e condenável e como se os salários pagos pelos patrões aos seus empregados fossem apenas uma pequena porcentagem do valor equivalente ao que era produzido por eles. Esquecem os marxistas de mencionar que nos países comunistas, onde a Teoria Marxista serve de modelo, os salários são fixados pelo Estado, patrão de todos, em níveis bem mais baixos do que aqueles praticados internacionalmente nos países capitalistas.
Um simples exemplo buscado nas estatísticas dos países membros da ONU, nos mostra o seguinte quadro referente ao salário bruto anual, em US$, de alguns países comunistas e de alguns países capitalistas:
Bielorússia (1.733), Bulgária (2.947), Camboja (672), Cuba (476), Laos (1.050), Líbia (2.213), Rússia (8.920) Venezuela (6.010), Vietnã (1.054), Argélia (2.145), China (não informado), Coréia do Norte (não informado).
Alemanha (20.227), Bélgica (20.263), Coréia do Sul (10.280), Dinamarca (23.335), USA (15.080), França (17.563), Países Baixos (19.203), Israel (12.833), Japão (11.027), Luxemburgo (20.197).
Ocorre, ainda, que qualquer trabalhador no Sistema Capitalista, dependendo de sua capacidade laboral, de seu tino administrativo e da sua sorte, pode se tornar patrão e acabar enriquecendo; o que jamais ocorreria em um país comunista como a Rússia, por exemplo, antes da Glasnost e da Perestroika. Após estas, começaram a surgir milionários na Rússia. O presidente atual, Putin, segundo jornais europeus divulgaram, possui uma fortuna da ordem de 40 bilhões de dólares. Em Cuba, que ainda não passou pela transparência e pela reestruturação, isto ainda é impossível. Todavia, em 2006, a revista americana ‘Forbes’ colocou Fidel em sétimo lugar na lista de governantes mais ricos do mundo, com uma fortuna de cerca de 900 milhões de dólares. A mais famosa filha do ex- presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é Maria Gabriela Chávez. De acordo com a revista Forbes, a “Heroína”, como era carinhosamente chamada pelo pai, possui US$ 4 bilhões em bancos europeus e americanos — o que lhe confere o título de mais rica da Venezuela. Maria Gabriela vive em Nova York.
Por sua vez, enteados do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, são suspeitos de terem desviado uma fortuna de mais de US$ 180 milhões para contas secretas. Investigações feitas nos Estados Unidos, com a colaboração da Suíça, fazem parte de um acordo de delação premiada com o ex-banqueiro suíço Matthias Krull. O executivo europeu é acusado de ter permitido a existência de um esquema que lavou mais de US$ 1,2 bilhão, principalmente ao promover desvios da PDVSA, a estatal do petróleo da Venezuela. Creio que podemos ficar por aqui, pois esse novelo se for desfiado, não terá mais fim, já que a esquerda é pródiga em pedir sacrifícios ao povo para que seus dirigentes desfrutem daquilo que no Sistema Capitalista só conseguiriam com muito trabalho, dedicação, tino administrativo e sorte nos negócios.
Os exemplos de indivíduos que enriqueceram, tendo iniciado como simples empregados, são vários pelo mundo, inclusive aqui no Brasil podemos citar o caso de João Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Com 11 anos, João foi para o Rio de Janeiro onde se empregou como balconista de uma loja de tecidos. Em 1826, com 13 anos já era empregado de confiança do português Antônio Pereira de Almeida. Em 1829, passando dificuldades, os bens de Almeida passam para seu maior credor, o inglês Ricardo Carruthers. Irineu passa então a trabalhar como caixeiro da Companhia Inglesa, especializada em importação e exportação. Em 1836, com 23 anos, dominando o inglês, Irineu Evangelista de Souza torna-se sócio gerente da empresa Carruthers. Em 1837, seu sócio foi para a Inglaterra, deixando Irineu à frente do negócio. Após 20 anos de trabalho, o jovem havia acumulado uma importante fortuna pessoal.
Mas voltando ao assunto inicial, o marxismo sempre se utilizou de inúmeras falácias, falsidades e hipocrisias, como, por exemplo: somente o trabalho humano gera valor; o capitalista é um simples parasita que extrai mais valia dos trabalhadores; a luta de classes, antagonismo que existiria entre empregados e patrões pela posse dos meios de produção, tratar-se-ia de uma Lei Historicamente Determinada, etc. A chamada Mais Valia passou, assim, a partir da sua invenção por Marx, a ser estigmatizada por todos aqueles simpatizantes do marxismo que liam o Capital e, sem possuir qualquer poder de crítica por lhes faltarem conhecimentos teóricos sobre Economia e Matemática, acreditavam no que liam.
Uma economia sem capitalistas entra em estagnação, pois são eles que promovem a inovação tecnológica e não os trabalhadores. Não é por outra razão que os principais países comunistas da atualidade transformaram suas economias de comunistas em capitalistas. São comunistas na Educação Pública, na Saúde Pública, nos Transportes Públicos, na Segurança Pública. Agora, na Economia são capitalistas, pois é a possibilidade de obter lucros que move as engrenagens econômicas, que faz o homem trabalhar mais, fazer as coisas bem feitas, ter novas ideias e boas iniciativas. Todos os indivíduos desejam consumir. Se não for através da produção ou da importação legalizadas de bens de consumo, será através do contrabando, fato este corriqueiro em todos os países comunistas.
A experiência brasileira de quase três décadas de governos de esquerda, além de fazer com que perdêssemos posições já conquistadas em vários setores, provocou o maior desvio criminoso de recursos públicos de toda a história humana, segundo afirmaram diversos juristas nacionais e internacionais. Em janeiro de 2017, peritos da Polícia Federal informaram que em todas as operações financeiras investigadas na Operação Lava a Jato os recursos desviados dos cofres públicos somaram oito trilhões de reais.
Por um verdadeiro milagre, o Brasil não se transformou em um país comunista, o que, sem dúvida, já teria ocorrido se o deputado Jair Bolsonaro não tivesse sido eleito Presidente da República na eleição de 2018. Continuamos, ainda, sendo um país capitalista; muito embora a esquerda tenha, nas últimas três décadas, aparelhado o estamento administrativo dos três poderes da república, causando todo o tipo de dificuldades ao novo presidente e sabotando a sua administração, segundo orientações recebidas do antigo Foro de São Paulo, hoje com nova denominação de Grupo de Puebla, organização esquerdista que congrega todos os partidos e movimentos de esquerda do Continente Sul Americano, ademais de organizações e facções ligadas ao trafico de drogas.
O ex-presidente dos USA, Abraham Lincoln, disse em certa ocasião: “Pode-se enganar a todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo o tempo”. Finalmente as mentiras da esquerda e seus crimes cometidos, durante o período em que esteve no governo, foram felizmente descobertos e em que pese muitos envolvidos tenham sido condenados ainda ninguém esteja preso, cumprindo pena, graças ao STF que impediu a prisão dos condenados em segunda instância. Aqueles condenados que já estavam presos foram soltos e não se ouve falar mais em novos julgamentos. A maioria dos libertados possui livre trânsito pelo país e pelo exterior, sem usar tornozeleira eletrônica e com seus passaportes válidos e em dia. Vale lembrar que dos onze ministros do STF, nove foram nomeados por presidentes de esquerda durante os seus mandatos.
Mas, voltando ao assunto do título do texto, estou convencido que para muitos jovens estudantes que estudaram durante os governos de esquerda, cujos professores, em grande parte, nada mais eram do que ativistas ideológicos e militantes políticos, os marxistas eram vistos como verdadeiros heróis da causa trabalhadora. Anos mais tarde, depois que aqueles jovens cresceram, concluíram seus cursos em uma universidade e conheceram, através da Operação Lava à Jato, as relações promiscuas entre governantes, políticos e empreiteiros no desvio de verbas públicas para seus partidos políticos e suas contas particulares em paraísos fiscais, com certeza, se não sofreram ‘lavagem cerebral de forma irreversível’, perceberam que os seus heróis marxistas eram os verdadeiros vilões da história.
Com seus desvios de recursos públicos, os governantes e políticos que queriam implantar aqui um regime comunista, criaram enorme desemprego, burocratizaram todos os setores, fizeram falir milhões de micros, pequenos, médios e grandes empresários. Nestas três décadas de governos de esquerda o nosso país retrocedeu em quase todos os setores, conforme pode ser constatado através da mídia. Os pobres dos capitalistas, que até agora sustentaram os empregos dos trabalhadores; os altos salários e as mordomias das autoridades dos três poderes da república, com os escorchantes impostos que são obrigados a recolher aos cofres públicos para serem desviados; foram, até agora, os grandes salvadores da pátria.
Entretanto, com a desculpa de combate à pandemia que assola o mundo todo, inúmeros governadores e prefeitos impuseram inúmeras restrições às atividades econômicas em seus Estados e Municípios, impedindo fabricas de produzirem e o comércio de vender seus produtos. Com isto, visavam, principalmente, provocar um caos na economia do país que refletisse negativamente na gestão do atual presidente Jair Bolsonaro, forçando o seu mau desempenho. Os capitalistas, vilões da história segundo Karl Marx, amargaram enorme prejuízo, pois os impostos e as taxas públicas estaduais e municipais continuaram sendo cobrados, bem como os salários dos empregados e seus encargos trabalhistas, os aluguéis, os juros bancários, etc. Nenhum político teve seu salário ou suas mordomias reduzidos. Ao contrário, em um período de crise econômica, em total descaso com a situação financeira de seus eleitores, aprovaram bilhões de reais do orçamento da união para os partidos políticos custearem seus gastos de campanha com as próximas eleições.
Por outro lado as notícias veiculadas através das redes sociais acerca da situação caótica da Argentina, cujos eleitores optaram novamente por um governo de esquerda nas passadas eleições, têm deixado os eleitores brasileiros alarmados e conscientes de que ‘O Capital’, como tantos outros livros já escritos sobre Economia, nada mais são do que pensamentos e concepções de seus autores, embora isto não signifique que representem a verdade dos fatos nem a realidade do comportamento dos agentes econômicos.
Creio que a lição que nós, brasileiros, aprendemos ao observar estes últimos governos de esquerda surripiar dinheiro público que deveria estar sendo empregado em segurança, educação, transportes, rodovias, saúde, saneamento, etc. e estava sendo desviado para a compra de mansões, de sítios, de veículos de luxo, contas correntes em bancos no exterior, aeronaves e embarcações de luxo, etc., nos alertou para as falácias e as artimanhas daqueles políticos de esquerda que desejam alcançar o poder a qualquer preço, inclusive mediante a venda de nossas riquezas naturais e de nossas indústrias a preço vil (depois de as endividarem com empréstimos públicos e com crises artificialmente criadas) para países comunistas que, desejosos de nossas riquezas minerais e agropecuárias, os apoiam financeiramente em suas pretensões megalomaníacas.
Parece ter ficado claro para os brasileiros do bem que a classe empresarial é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país.
Não uma classe empresarial envolvida em conluios e maquinações com governos de esquerda cujos dirigentes desejavam, apenas, o lucro fácil e irresponsável em seus governos sem representatividade, conseguidos segundo os especialistas mediante urnas fraudáveis. Não uma classe empresarial chamada de capitalista, mas que de capitalista nada têm, pois comprava de governos venais leis, decretos e portarias que as beneficiava, conforme ficou demonstrado nos inquéritos promovidos pela Operação Lava à Jato. Não uma classe empresarial que, por alimentar a fiscalização com propinas, roubava no peso, na quantidade, na qualidade e não emitia notas fiscais de venda, sonegando impostos. O mal não é do Sistema Capitalista, em si, que até hoje foi aquele que mais produziu países prósperos. O mal consiste na forma como as nossas autoridades permitem que alguns maus empresários o apliquem aqui no nosso país, sem sujeitarem-se às regras do sistema. Já disse alguém que quando a propina entra por uma porta, as regras, a justiça, a moralidade e a probidade saem por outras.
É hora de darmos um basta a este passado nefasto e de levarmos o país a sério, cobrando de nossos representantes a seriedade que lhes é devida. Em uma época de políticos desarmamentistas, que temem os cidadãos armados, pois são estes que conseguem impedir de se instalar ou derrubar os governos com pretensões ditatoriais, aprendamos a fazer das urnas as nossas armas.
Da mesma forma, a burocratização da vida econômica e social, a redução do tamanho do Estado e a sua ingerência na vida econômica devem ser bastante reduzidas. Não trabalhamos arduamente para pagar mordomias de políticos e funcionários públicos que nada produzem e constituem um peso morto sendo carregado com sacrifício pelo sofrido povo brasileiro, que deixa de contar com serviços públicos de qualidade em virtude do excesso de gastos do Estado com seus 68.620 políticos, incluindo: 1 presidente e seu vice, 81 senadores, 513 deputados federais, 1024 deputados estaduais, 54 governadores e vices, 11.136 prefeitos e 56.810 vereadores. Isto tudo sem contar nos assessores, nas secretárias, nos motoristas, nos funcionários subalternos e superiores, nos seguranças, etc. Isto apenas no poder legislativo. Ainda restam o Judiciário e o Executivo. Alguém já mencionou que os três poderes da república, se fossem empresas sujeitas às regras de mercado, já teriam falido há muito tempo, pelo muito que gastam e pelo pouco que produzem.
Em um país comunista, esta quantidade seria multiplicada várias vezes e tudo custeado com o suor dos trabalhadores, que, ao final, são os que pagam todas as contas. Veja os milhares de cidadãos Venezuelanos que se refugiaram no Brasil por total falta de empregos e de comida após a comunização do país, eufemisticamente chamada de socialismo bolivariano. Veja o desespero do povo argentino que, após ter votado em um candidato de esquerda, agora se opõe ao governo de Alberto Fernandez e que foram às ruas aos milhares em 20/06/2020. Os atos tiveram como lema a defesa da propriedade, após líderes agrícolas e industriais se alarmarem com a possibilidade de mais intervenções do Estado argentino em empresas privadas, como fizeram como uma grande exportadora de grãos, a Vicentin.
Qual é o novo país que você quer para si, para seus filhos e netos, meu caro leitor brasileiro?
Ainda continua estigmatizando o lucro do empreendedor capitalista, eufemisticamente chamado de Mais Valia pelos marxistas?