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O Exército do Ponche Verde

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Olimpíadas Rio - Leitura Geopolítica

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Sou Politicamente Incorreto

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O Soldado, a Família e o Idioma

Acadêmico Castro


A Reforma Politica é Necessaria

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A Última Esperança da Pátria

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O Politicamente Correto

Acadêmico Luís Mauro

Mauro


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Balanço dos Oitente Anos de Vida

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De Ditadura e de Torturadores

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Ajoelhada Está

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Temer e a Moralidade Pública

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Reforma sem Contrapartidas

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Vazamento

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Cleptocracia Anárquica

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Acadêmico Torres de Melo


Estou  Revoltado

Acadêmico Torres de Melo


Ninguém Aguenta Mais!

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Abusos Contra o Cidadão

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O Dia Que Durou 21 Anos

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O Pensamento Militar Brasileiro

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A Face Oculta

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Consequências das Ações Malignas

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Jango Sofreria Impeachment

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Responsabilidade

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19 de Abril

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Príncipes e Profetas

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 Os Dias (Não) Eram Assim

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Estigma

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 Perturbadora Esquizofrenia

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Larápio

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Trilogia das Excelências

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Mais um Coitadinho

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 Carta à Exma. Sra. Presidente do STF

Acadêmico Torres de Melo


A Grande Decepção Pós-Impeachment

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 Comentário Geopolítico n.º 264

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 Brasil em Risco

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 Aos Cidadãos Brasileiros

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As Esquerdas Estão Voltando II

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 As Esquerdas Estão Voltando I

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 Bateu na Pedra

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 Ele Venceu!

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 Dia 2 de Agosto

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XIX ENOREx - Comunicado

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 Cheque Cruzado

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 Palavras ao Vento

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A Física e o Dever

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O Desafio da Segurança Pública

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As Organizações Globo e a Crise

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 A Hora é Agora

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Algumas Vulnerabilidades Brasileiras

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 25 de Agosto: Dia do Soldado

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Exmo. Sr. Min. Henrique Meirelles

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 Dormindo com o Inimigo

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Brasil Brasileiro


Cultura Educação e Cibernética

Acadêmica Maria Helena Wesley


A Calúnia e a Política no Brasil

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Golpe no Estado

Acadêmico Moderno


Novos Tempos - Velhos Erros

Acadêmico Luís Mauro


Insegurança no Brasil

Acadêmico Marcos Coimbra


A Integração da Eurásia do Século XXI

(Um trabalho de pesquisa)


Carlos Alberto Pinto Silva

29 de outubro de 2017

Publicado no site defesanet1



Quando caiu a União Soviética, em 1991, a esperança dos liberais e democratas russos era a de que a nova Federação Russa, dotada de uma nova economia de mercado e liberdades políticas, “voltaria à Europa”.

Os líderes russos demonstraram interesse em participar das instituições ocidentais, como, por exemplo, a OTAN e a União Europeia, mas tais medidas não ofereceram o nível de inserção e envolvimento na tomada de decisões que Moscou imaginava.

A Rússia foi, então, admitida nos organismos de segundo escalão do continente, poucos perceberam que a Rússia recusaria a condição prévia da total integração ao ocidente: a aceitação do mundo unipolar com poder hegemônico dos Estados Unidos.

Assim, em vez de integrar a Rússia ao sistema euro-atlântico, os americanos e os europeus ocidentais começaram a se proteger contra o potencial renascimento das grandes ambições de Moscou.

Depois da intervenção militar na Ucrânia e da anexação da Crimeia, das tensões geopolíticas subsequentes, da crise econômica que se abateu sobre a Rússia e das sanções ocidentais contra o país, o povo russo chegou à conclusão inarredável de que os meios de comunicação europeus e estadunidenses tinham tomado um caráter antirrusso.

O sucesso da empreitada na Ucrânia e sua aprovação em terras russas mostraram que há, na Rússia, um conservadorismo imensamente alicerçado moral e politicamente. O presidente russo Vladimir Putin mantém firme uma “escalada conservadora”.

Forjou-se, para muitos russos, um cenário ideológico em que “o ocidente” é constituído de inimigos claramente voltados contra a “civilização russa”.

A Rússia desenvolveu uma “narrativa útil” para justificar a ação de agres-são a país na sua Área de Influência. A narrativa repousa em uma “identidade de vítima”, na qual ela, Russia, está sob constante ataque do Ocidente – politico, cultural e territorial.

Relembrando conceitos da Geopolítica:

Um professor de OXFORD, Sir Halford Mackinder (1861-1946) foi o precursor da tese da predominância do poder terrestre sobre o poder marítimo. Para Mackinder, a região central da Eurásia era o “pivot” da política do mundo, em torno da qual, giravam todos os problemas internacionais:

- “Quem governar a Europa oriental comandará o “Heartland” (Coração da Terra);

- “Quem governar o “Heartland” comandará a “Ilha do Mundo”;

- “Quem governar a “Ilha do Mundo” comandará o mundo”.

O “Heartland” seria a maior fortaleza natural da Terra e sua extensão e recursos naturais de tal ordem que, se adequadamente organizados, habilitariam seu possuidor o domínio do mundo.

“A Ilha do Mundo” nada mais é do que a Eurásia, conjunto da Ásia e o seu prolongamento ocidental, que é a Europa, e o continente Africano”.

Haushofer2, general e professor alemão, idealizou uma Eurásia politicamente unida sob a hegemonia da Alemanha, por ser essa nação mais culta e líder natural de suas companheiras de aliança.

A integração da Eurásia3 seria o novo heartland deste século?

Nunca será excessivo salientar a relevância da cooperação estratégica Rússia-China, coordenando todas as suas políticas para a integração da Eurásia e associação de interesses comuns.

Os Presidentes da China e da Rússia em reunião de junho de 2017

 

“Um Cinturão enômoco, uma Rota da Seda' e a União Econômica Eura-siática (UEE)3 visam à cooperação econômica e ao desenvolvimento de longo prazo na Eurásia, laços comerciais livres, vias de transporte desenvolvidas e amizade", disse Jia Pujing.


A rota da seda


A Rota da Seda, rememorando, é um acordo entre 68 países que reúnem uma população de 4,4 bilhões de pessoas e 40% da economia global. A nova Rota da Seda chinesa, inaugurada pelo governo do atual presidente Xi Jinping reforça a ânsia do país em ampliar sua posição como potência global e vem, aos poucos, captando a atenção de líderes ao redor do globo.

Formando um cinturão econômico, Pequim investe em países que, em troca, facilitam as negociações comerciais com a China. Construção e reforma de portos e aeroportos, incentivos fiscais relacionados à importação e exportação são algumas das estratégias que já vêm sendo implementadas. Alemanha e França participam do esforço para a construção da infraestrutura.

Os presidentes da China, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão assinaram um documento que concretiza a decisão de dar por terminado o processo de adesão da Índia e do Paquistão, que a partir da cúpula de junho deste ano se tornaram membros permanentes da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).

Com os dois novos membros, o grupo passa a representar mais da metade da população mundial e cerca de 25% do PIB global, além de reunir quatro das nove potências nucleares reconhecidas do planeta. Na fila para a admissão como próximo membro pleno, está o Irã, outra das potências emergentes que estão balizando o novo cenário global multipolar. Outros membros observadores são o Afeganistão, Bielorrússia e Mongólia, enquanto o Azerbaijão, Armênia, Camboja, Nepal, Turquia e Sri Lanka são parceiros de diálogo.

Para a Rússia, o mais importante na defesa dos seus interesses seria uma ligação multilateral forte com os principais países da OCX.

A Organização pode favorecer a ambição geopolítica russa de abrir passagem desde do Sul do Cáucaso para mares quentes do Oceano Índico4.

O conhecido cientista político russo Aleksandr Dugin, um dos grandes entusiastas da integração Eurasiática, ressalva que a OCX não pretende ser um contraponto asiático à OTAN. “A OCX foi criada não como uma ‘OTAN asiática’, mas como uma estrutura eurasiática que se opõe à globalização. A união de grandes Estados asiáticos que possuem uma enorme capacidade econômica e enormes forças estratégicas é um passo sério para a institucionalização de um mundo multipolar”, disse ele à Sputnik News (Sputnik Brasil, 10/06/2017).

O principal objetivo político da Rússia, conforme descrito pelo Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, é ver o fim da ordem mundial dominada pelo Ocidente.

Essa “nova” política asiática da Rússia corre o risco, entretanto, de ser um conto de fada, por depender demasiadamente da China, dada a atual prioridade chinesa para a conquista de maior influência na configuração global do poder, não pela via bélica e sim pela via dos mecanismos frios da economia, o que implica boas relações com parceiros ocidentais de peso, a começar pelos EUA e UE.

O Brasil deve ficar atento ao que está acontecendo na Eurásia, por ser importante sua participação política, econômica, e no setor de serviços (Construção da infraestrutura necessária), valendo-se da sua condição de membro dos BRICS.


Fontes de consulta:

- Um Raio X da Rússia no cenário global atual. (Série completa).

/passapalavra.info/2017/03/111544;

- O peso da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) na geopolítica mundial. 19/06/2017  Geografia News;

- Eurásia, o pesadelo que atormenta Washington. –

 Diário da Liberdade - Segunda, 17 outubro 2016;

- Rússia e China estão prontas a começar 'revolução do transporte' na Eurásia - © Sputnik/  Sergei Guneev - Ásia e Oceania.

- Making Sense Of Russian Hybrid Warfare: A Brief Assessment Of The Russo–Ukrainian  War. By Amos C. Fox E Andrew J. Rossow         - The Institute os Land Arfarei Associai-o Os  The United Starters Amyr;

- A ilusão da convergência — Rússia, China e os BRICS - Ideias & Debates - (A chave para a  viabilidade dos BRICS reside na interação    efetiva entre seus dois principais atores, a  Rússia e a China. Por Bobo Lo) - Publicado em Passa Palavra;

- A Organização de Cooperação de Xangai: Quão séria é a ameaça ao domínio mundial norte-  americano? 10 de setembro de 2012. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar;

- Índia e Paquistão reforçam Grupo de Xangai rumo à multipolaridade.


Notas

1-http://www.defesanet.com.br/russiadocs/noticia/27528/GenEx-Pinto-Silva---A-Integracao-da-Eurasia-do-Seculo-XXI--/

2-Haushofer foi o maior incentivador de uma aliança da Alemanha com a Rússia e o Japão.

3-Que é liderada pela Rússia.

4-Índia, Paquistão e futuramente


O autor é General-de-Exército, Ex-Comandante do Comando de Operações Terrestres (COTer), do Comando Militar do Sul e do Comando Militar do Oeste, Vice-Presidente da Academia Brasi-leira de Defesa (ABD) e Membro Efetivo do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES).




 


 7 de setembro de 1822

Acadêmico Luis Mauro


Profunda Mágoa

Acadêmico Torres de Melo


Ausência de Legitimidade

Acadêmico Marcos Coimbra




bra


Caos no Caos do Rio de Janeiro

Acadêmico Marcos Coimbra


Repugnância, Asco e Nojo

Acadêmico Torres de Melo




bra


O Piano de Cauda

Acadêmico Torres de Melo


O Refúgio da Esquerda

Acadêmico Denis Rosenfield


Quando uma TV Ataca a Nação

Acadêmico Lessa


A Quem Interessa um Brasil Dividido

Acadêmico Marcos Coimbra


A Marcella

Acadêmico Luís Mauro


 Dia do Oficial R2

Acadêmico Monteiro


A  Eurásia do Século XXI

Acadêmico Pinto Silva


 Velhaca e Degenerada

Acadêmica Aileda


O Brasil Tem Jeito (!) (?)

Acadêmico Tasso


 Por Que?

Acadêmico Torres de Melo