ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA

Pro Patria

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A Intentona Comunista (31/03/2012)

Acadêmico Luís Mauro

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Entrevista ao Canal Livre (19/11/2017)

Acadêmico Bolsonaro

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Artigos dos Acadêmicos

Fbrasil no Haiti

RESERVAER

Academia Brasileira de Filosofia

Instituto Milllenium

CNOR

Grupo Guararapes

Jornal Inconfidência

Sítios Indicados

Clube Naval

Clube Militar

C. Aer.

TERNUMA

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Marinha do Brasil

Exército Brasileiro

 A Verdade Sufocada

























Noticíário do Exército

Notimp - Aer.

Sinopse da MB


31 de Março

Acadêmico Luís Mauro


Empresas Vermelhas

Acadêmico Denis Rosenfield


Deterioração das Instituições

Acadêmico Marcos Coimbra


A Tristeza e a Canalhice

Acadêmica Aileda


O Sistema não Fecha

Acadêmico Marcos Coimbra


Guerra Híbrida

Acadêmico Pinto Silva


Fidel Paredón Castro

Acadêmico Ives Gandra

Vitória dos Associados da Previ

Acadêmico Marcos Coimbra


Defesa da Ética na Polítical

Acadêmico Pinto Silva


Carta Aberta à Presidente do STF

Acadêmico Torres de Melo


O Exército do Ponche Verde

Acadêmico Castro


Olimpíadas Rio - Leitura Geopolítica

Acadêmico Castro


Sou Politicamente Incorreto

Acadêmico Ives Gandra


O Soldado, a Família e o Idioma

Acadêmico Castro


A Reforma Politica é Necessaria

Acadêmico Ives Gandra


Por Amor de Deus!

Acadêmico Torres de Melo

 

A Última Esperança da Pátria

Acadêmico Monteiro


O Politicamente Correto

Acadêmico Luís Mauro

Mauro


1964 - Porque não a verdade

Acadêmico Monteiro


Balanço dos Oitente Anos de Vida

Acadêmico Tasso


De Ditadura e de Torturadores

Acadêmica Aileda


Ajoelhada Está

Acadêmica Aileda


Temer e a Moralidade Pública

Acadêmico Denis Rosenfield


Reforma sem Contrapartidas

Acadêmico Luís Mauro


Vazamento

Acadêmico Denis Rosenfield


Cleptocracia Anárquica

Acadêmico Tasso


É Terrível!

Acadêmico Torres de Melo


Estou  Revoltado

Acadêmico Torres de Melo


Ninguém Aguenta Mais!

Acadêmico Marcos Coimbra



Abusos Contra o Cidadão

Acadêmico Marcos Coimbra


O Dia Que Durou 21 Anos

Acadêmico Monteiro


O Pensamento Militar Brasileiro

Acadêmico Castro


A Face Oculta

Acadêmico Denis Rosenfield


Consequências das Ações Malignas

Acadêmico Marcos Coimbra


Desastre Moral

Acadêmico Torres de Melo


Jango Sofreria Impeachment

Acadêmico Herman


Transmodernidade

Acadêmico Herman




 O Brasil Nunca Pertenceu aos Índios

Acadêmica Sandra Cavalcanti


Responsabilidade

Acadêmico Torres de Melo


19 de Abril

Acadêmica Aileda


Príncipes e Profetas

Acadêmico Marcos Coimbra



 Os Dias (Não) Eram Assim

Acadêmico Monteiro


Estigma

Acadêmica Aileda


 Perturbadora Esquizofrenia

Acadêmico Marcos Coimbra


Larápio

Acadêmico Torres de Melo


Trilogia das Excelências

Acadêmica Aileda


Mais um Coitadinho

Acadêmica Aileda


 Carta à Exma. Sra. Presidente do STF

Acadêmico Torres de Melo


A Grande Decepção Pós-Impeachment

Acadêmico Tasso


 Comentário Geopolítico n.º 264

Acadêmico Gelio Fregapani


 Brasil em Risco

Acadêmico Lessa



 Aos Cidadãos Brasileiros

Acadêmico Torres de Melo


 Autoridade e Vandalismo

Acadêmico Denis Rosenfield


 Holodomor

Acadêmico Monteiro


 Forças Armadas do Brasil

Acadêmico Marcos Coimbra


 Que Loucura!

Acadêmico Torres de Melo


 O Desarmamento e o Cidadão

Acadêmico Marcos Coimbra


 Luta pela Soberania

Acadêmico Marcos Coimbra


 Negros Horizontes para o Brasil

Acadêmico Pinto Silva


 O Papel Constitucional das FFAA

Acadêmico Ives Gandra


As Esquerdas Estão Voltando II

Acadêmico Luís Mauro


 Enredar

Acadêmico Torres de Melo


 As Esquerdas Estão Voltando I

Acadêmico Luís Mauro


 Bateu na Pedra

Acadêmico Torres de Melo


 Ele Venceu!

Acadêmica Aileda



 Fábrica de Comendas

Acadêmica Aileda


 Dia 2 de Agosto

Acadêmico Torres de Melo


XIX ENOREx - Comunicado

Acadêmico Monteiro


 Cheque Cruzado

Acadêmico Luís Mauro


 Palavras ao Vento

Acadêmico Torres de Melo


A Física e o Dever

Acadêmico Monteiro


O Desafio da Segurança Pública

Acadêmico Castro


As Organizações Globo e a Crise

Acadêmico Lessa


 A Hora é Agora

Acadêmico Pinto Silva


Algumas Vulnerabilidades Brasileiras

Acadêmico Marcos Coimbra

FAB

ESG

ADESG


 25 de Agosto: Dia do Soldado

Acadêmica Aileda


Exmo. Sr. Min. Henrique Meirelles

Acadêmico Torres de Melo


 Dormindo com o Inimigo

Acadêmica Maria Helena Wesley

Brasil Brasileiro


Cultura Educação e Cibernética

Acadêmica Maria Helena Wesley


A Calúnia e a Política no Brasil

Acadêmico Torres de Melo


Golpe no Estado

Acadêmico Moderno


Novos Tempos - Velhos Erros

Acadêmico Luís Mauro


Insegurança no Brasil

Acadêmico Marcos Coimbra


 7 de setembro de 1822

Acadêmico Luis Mauro


Profunda Mágoa

Acadêmico Torres de Melo


Ausência de Legitimidade

Acadêmico Marcos Coimbra




bra


Caos no Caos do Rio de Janeiro

Acadêmico Marcos Coimbra


Repugnância, Asco e Nojo

Acadêmico Torres de Melo




bra


O Piano de Cauda

Acadêmico Torres de Melo


O Refúgio da Esquerda

Acadêmico Denis Rosenfield


Quando uma TV Ataca a Nação

Acadêmico Lessa


A Quem Interessa um Brasil Dividido

Acadêmico Marcos Coimbra


A Marcella

Acadêmico Luís Mauro


 Dia do Oficial R2

Acadêmico Monteiro


A  Eurásia do Século XXI

Acadêmico Pinto Silva


 Velhaca e Degenerada

Acadêmica Aileda


O Brasil Tem Jeito (!) (?)

Acadêmico Tasso


 Por quê?

Acadêmico Torres de Melo


Intentonas

Acadêmica Aileda


 A Quem Interessa a Ref. da Prev.

Acadêmico Marcos Coimbra


Justiça Brasileira

Acadêmico Torres de Melo


Desarmamento e sua Face Oculta

Acadêmico Marcos Coimbra


Legislativo ou Confraria de Mafiosos

Acadêmico Tasso


Desastre Moral

Acadêmico Torres de Melo


Reminiscências Submarinísticas

Acadêmico Tasso


Ao ARA San Juan e Seus Marinheiros

Acadêmico Tasso


Meus Pedidos de Natal

Acadêmico Tasso


A Reforma da Previdência -Falácias

Acadêmico Marcos Coimbra

Dia do Marinheiro


Sergio Tasso Vásquez de Aquino

13 de dezembro de 2017


Hoje, 13 de dezembro, a Nação engalana-se, para celebrar e homenagear o Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil.

Dotado de excelsas virtudes, desde muito jovem, e por toda a vida, destacou-se pela bravura e pela coragem física e moral, na paz e na guerra, pelas virtudes militares no mais alto grau, pelo patriotismo e pela lealdade ao Imperador e pela fidelidade ao cumprimento do Dever. Alçou-se, assim, de forma natural, à categoria dos grandes Heróis da Pátria e de modelo e paradigma para todos aqueles que encontraram, nos caminhos do mar, a realização da sua vocação. Ademais, credenciou-se ao respeito e à admiração de contemporâneos e pósteros, de todos aqueles que carregam, no coração, o orgulho de ser brasileiros e o compromisso de sempre estarem a serviço da Pátria e do seu glorioso porvir.

É ocasião, também, de falar dos marinheiros comuns, aqueles predestinados pela paixão pelo mar e pelos desafios e lides decorrentes, também personagens de “Maria de Cada Porto” e de “Cais, Saudade em Pedra”, livros do marinheiro da Segunda Guerra Mundial Moacyr C. Lopes. Que se encantam com o nascer e o pôr do Sol sobre o oceano, o brilho ampliado das estrelas no céu escuro, o ruído dos ventos e o movimento das vagas, fenômenos inesquecíveis e de uma beleza única e arrebatadora; que têm a coragem, o gosto e o sabor de cavalgar as ondas gigantescas do mar tormentoso a bordo do navio, parte integrante da sua alma e do seu ser, e o apanágio de sentir-se sempre bem ao lado dos companheiros embarcados, formando aquele vínculo de amizade leal e profunda que Horatio, Lorde Nelson, tão bem definiu como “the band of brothers”.

A venturosa e aventurosa vida de marinheiro sempre atraiu os bravos e os fortes, e povoou de sonhos as almas das mulheres românticas de todos os quadrantes da Terra. Quanto a nós, brasileiros, temos ainda a glória de ser descendentes diretos dos nobres navegantes portugueses, que desbravaram por vez primeira todos os mares e oceanos, na busca de “dilatar a Fé e o Império”, na mais formidável epopeia da humanidade! Mui justa e apropriadamente, a eles se referiu Camões, nos versos imortais de “Os Lusíadas”:

“Cessem do sábio grego e do troiano

As navegações grandes que fizeram;

Cale-se de Alexandre e de Trajano

A fama das vitórias que tiveram,

Que eu canto o peito ilustre lusitano,

A quem Netuno e Marte obedeceram.

Cesse tudo o que a Musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta.”

Sobre o mesmo tema, reproduzo os versos de autor português desconhecido, que me foram repassados pelo meu então Chefe na Força de Submarinos, quando eu comandava o S AMAZONAS, CAlte Henrique Rubem Costa Velloso. Haviam sido por ele recebidos de Almirante lusitano, quando deixou o cargo de Adido Naval em Lisboa:

“Foi de nós que o mar primeiro ouviu

O ruído brutal da língua humana

Contra o som bravio dos fortes temporais.

E falamos tanto tempo a sós,

Tanta, tanta vez,

Que se pudesse articular a voz,

Faria como nós,

Falava Português”.

Tenho, pois, o privilégio, desde meus quinze anos de idade, em 1952, de fazer parte desse segmento humano especial e aguerrido, que escolheu a Marinha de Guerra, para servir à Pátria, guardá-la e defendê-la, e, se preciso for, dar a vida por ela! Começaria tudo de novo, se me fosse dada a oportunidade, incorporando-me, sempre e sempre, “à mais bela das profissões”, no dizer inspirado do nosso primeiro Comandante no Colégio Naval, o então CMG Mario Costa Furtado de Mendonça.

Ser de Marinha contagia a alma, o coração e a mente, numa paixão arrebatadora, como pela primeira namorada, que nos acompanha pela vida toda. Uma vez Marinheiro, sempre Marinheiro!

No terceiro e então último ano da Escola Naval, sendo Diretor de ‘‘A Galera’’, encomendei ao meu colega poeta, dileto amigo desde 1948 e que esteve ao meu lado por todo o ginásio na turma de graduados do magnífico Colégio Militar, e depois um dos mais destacados e competentes engenheiros navais, o VAlte (EN) Elcio de Sá Freitas, um poema épico, que trouxesse o necessário toque guerreiro às páginas da Revista dos Aspirantes de Marinha.

Brindou-nos com “A Volta dos Navios”, do qual reproduzo significativo trecho de memória, certamente com algumas falhas pelo tempo (61 anos) decorrido:

“As silhuetas calmas, sóbrias,

Surgem pouco a pouco no horizonte.

Negras, no dia que desponta claro,

Frias, no dia que desponta quente.

São navios, são a Pátria além da terra.

Vêm da luta, do combate, vêm da guerra.”

Navios, sim, “são a Pátria além da terra”, navegando por todos os mares do mundo e levando brasileiros a todos os portos e, com imenso orgulho, a invicta e altaneira Bandeira do Brasil, bendito “auriverde pendão de nossa Terra”, tremulando nos mastros da honra.

QUE O SENHOR DEUS DAS MARINHAS INSPIRE OS MARINHEIROS DE HOJE E DE SEMPRE A SEREM FIÉIS AO EXEMPLO E ÀS VIRTUDES DO ALMIRANTE MARQUES LISBOA, MARQUÊS DE TAMANDARÉ!

QUE O SENHOR DEUS GUARDE E PROTEJA O BRASIL, A MARINHA E OS MARINHEIROS!


O autor é Vice-Almirante, Acadêmico Fundador da Academia Brasileira de Defesa e Membro Efetivo do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.